segunda-feira, 19 de abril de 2010

Direitos (de quais) humanos

Lá vem a gente de novo…
Tô aqui com a TV ligada e começa a reprise (o que é pior ainda, porque quer dizer que o dobro de gente vai ver) de um documentário sobre um presídio brasileiro.
Dessa vez o alvo foi o Presídio Central de Porto Alegre e devo dizer que até mesmo as imagens do Carandiru antes de ser demolido não demonstravam tamanho descaso pelo ser humano como a situação mostrada por essa repórter.
Não quero aqui entrar numa discussão sobre quem tem “direito a direitos humanos” ou sobre o passado destes presidiários, mas alguns números falam por si só:
- o presídio foi construído para 1.000 a 1.500 pessoas, enquanto hoje têm 5.000;
- numa das alas haviam 2 vasos sanitários para 60 pessoas e 1 chuveiro;
- uns 8 presos dormiam nos corredores, 1 dentro do banheiro e 1 outro em cima da laje do banheiro. Ah! Sem falar nos que não podiam pagar para dormir (isso mesmo) e dormiam sentados…
Acho que também cabe ressaltar para aqueles que estiverem pensando coisas do tipo “ele tá dormindo sentado mas a pessoa que ele matou tá deitada até hoje”: entre os presos haviam também doentes mentais ou paraplégicos que, por não terem ninguém para movê-los do lugar, acabavam com escarras que infeccionavam e os levavam à morte (que ironia! Alguém para levá-los a algum lugar...).
Mas como eu disse, não quero levantar a discussão, só dividir o que eu estava assistindo na TV e aproveitar pra repetir a frase de Nelson Mandela que o apresentador do programa citou: “O grau de desenvolvimento de uma nação é auferido não pelo modo como ela trata seus ilustres, mas seus marginalizados”.
(E pra quem quiser assistir o vídeo ou ler os comentários, clique aqui.)

2 comentários:

Neusa disse...

bom, a frase de Nelson Mandela diz tudo!!!
Somos todos culpados pois somos coresponsáveis na sociedade em que vivemos

cleo disse...

Uma vergonha Nacional... com tanto dinheiro sendo embolsado pelos nossos políticos , fica difícil se ter dinheiro para questões como esta...
Institui a pena de morte que é mais civilizado...

Cleo