Lá vem a gente de novo…
Tô aqui com a TV ligada e começa a reprise (o que é pior ainda, porque quer dizer que o dobro de gente vai ver) de um documentário sobre um presídio brasileiro.
Dessa vez o alvo foi o Presídio Central de Porto Alegre e devo dizer que até mesmo as imagens do Carandiru antes de ser demolido não demonstravam tamanho descaso pelo ser humano como a situação mostrada por essa repórter.
Não quero aqui entrar numa discussão sobre quem tem “direito a direitos humanos” ou sobre o passado destes presidiários, mas alguns números falam por si só:
- o presídio foi construído para 1.000 a 1.500 pessoas, enquanto hoje têm 5.000;
- numa das alas haviam 2 vasos sanitários para 60 pessoas e 1 chuveiro;
- uns 8 presos dormiam nos corredores, 1 dentro do banheiro e 1 outro em cima da laje do banheiro. Ah! Sem falar nos que não podiam pagar para dormir (isso mesmo) e dormiam sentados…
Acho que também cabe ressaltar para aqueles que estiverem pensando coisas do tipo “ele tá dormindo sentado mas a pessoa que ele matou tá deitada até hoje”: entre os presos haviam também doentes mentais ou paraplégicos que, por não terem ninguém para movê-los do lugar, acabavam com escarras que infeccionavam e os levavam à morte (que ironia! Alguém para levá-los a algum lugar...).
Mas como eu disse, não quero levantar a discussão, só dividir o que eu estava assistindo na TV e aproveitar pra repetir a frase de Nelson Mandela que o apresentador do programa citou: “O grau de desenvolvimento de uma nação é auferido não pelo modo como ela trata seus ilustres, mas seus marginalizados”.
(E pra quem quiser assistir o vídeo ou ler os comentários, clique aqui.)
segunda-feira, 19 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Papai Noel existe
Deixe o seu marido sozinho por duas semanas, viaje para o outro lado do mundo e na volta você certamente vai achar coisas que não estavam em casa antes...
Entre elas um boné que eu nunca tinha visto (menos mal! Pior se fosse uma calcinha!).
Perguntei, claro, de quem era o boné e ele me deu a seguinte explicação: "É meu. Ganhei porque meu caranguejo chegou em primeiro".
Ãh? Ãh? Ãh????
Naquele momento eu poderia ter tido, com toda a razão do mundo, um típico chilique feminino daqueles em que a gente grita: "Tá achando que eu sou idiota???" ou "Tá esperando que eu acredite numa história absurda dessas???" ou ainda "Tá tirando uma com a minha cara???".
Mas, 30 segundos de reflexão em silêncio depois, eu cheguei a conclusão de que ele poderia estar falando a verdade ou, pior ainda, falando sério...
E tava!
Ele me explicou (e provou – repare na foto) que foi a um bar com os amigos e, lá pelas tantas, o bar promoveu uma corrida de caranguejos. Ele apostou num deles e lá foi o super caranguejo, rumo a vitória!
Alguém pode até ler isso e se questionar: “E você realmente acreditou...”.
Mas eu moro na Austrália, não duvido de nada!
Entre elas um boné que eu nunca tinha visto (menos mal! Pior se fosse uma calcinha!).
Perguntei, claro, de quem era o boné e ele me deu a seguinte explicação: "É meu. Ganhei porque meu caranguejo chegou em primeiro".
Ãh? Ãh? Ãh????
Naquele momento eu poderia ter tido, com toda a razão do mundo, um típico chilique feminino daqueles em que a gente grita: "Tá achando que eu sou idiota???" ou "Tá esperando que eu acredite numa história absurda dessas???" ou ainda "Tá tirando uma com a minha cara???".
Mas, 30 segundos de reflexão em silêncio depois, eu cheguei a conclusão de que ele poderia estar falando a verdade ou, pior ainda, falando sério...E tava!
Ele me explicou (e provou – repare na foto) que foi a um bar com os amigos e, lá pelas tantas, o bar promoveu uma corrida de caranguejos. Ele apostou num deles e lá foi o super caranguejo, rumo a vitória!
Alguém pode até ler isso e se questionar: “E você realmente acreditou...”.
Mas eu moro na Austrália, não duvido de nada!
sábado, 10 de abril de 2010
Bichinho de estimação selvagem
Eu ainda não tenho fotos para ilustrar essa postagem, mas tenho três testemunhas que me asseguram que eu não estou enlouquecendo.
A questão é que temos um vizinho que tem um bicho de estimação nada convencional.
Tudo começou quando o Leandro me disse que quase todo dia, a caminho do metrô, ele via um cara passeando com um bicho estranho, branco, "como se fosse um cachorro, mas que não era um cachorro..."
Ele não soube definir muito bem que bicho era (meu marido não tem muita familiaridade com animais... Sabe como é, empinava pipa no ventilador e aquelas coisas de paulistano...).
Uns dias depois tô na sala de casa, olho pela porta da sacada e vejo uma CABRA branca passeando bela e formosa pela calçada!
Ah? Me perguntei. “Uma cabra branca passeando pela calçada no meio da cidade, assim, como se fosse super normal?”
Pois é... Corri para olhar direito e vi a fofinha dando sua voltinha vespertina (provavelmente pra fazer seu xixizinho no poste - pera lá! Será que cabra faz xixi no poste? Essa não vou saber responder).
Um pouco atrás vinha o dono, com a coleira na mão!
Moral da história: Espero que eu não esteja mais aqui para testemunhar o dia em que as pessoas vão passar pela minha janela montada nas costas de um canguru...
A questão é que temos um vizinho que tem um bicho de estimação nada convencional.
Tudo começou quando o Leandro me disse que quase todo dia, a caminho do metrô, ele via um cara passeando com um bicho estranho, branco, "como se fosse um cachorro, mas que não era um cachorro..."
Ele não soube definir muito bem que bicho era (meu marido não tem muita familiaridade com animais... Sabe como é, empinava pipa no ventilador e aquelas coisas de paulistano...).
Uns dias depois tô na sala de casa, olho pela porta da sacada e vejo uma CABRA branca passeando bela e formosa pela calçada!
Ah? Me perguntei. “Uma cabra branca passeando pela calçada no meio da cidade, assim, como se fosse super normal?”
Pois é... Corri para olhar direito e vi a fofinha dando sua voltinha vespertina (provavelmente pra fazer seu xixizinho no poste - pera lá! Será que cabra faz xixi no poste? Essa não vou saber responder).
Um pouco atrás vinha o dono, com a coleira na mão!
Moral da história: Espero que eu não esteja mais aqui para testemunhar o dia em que as pessoas vão passar pela minha janela montada nas costas de um canguru...
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Coelinho da Páscoa sóbrio
Páscoa é Páscoa em qualquer lugar do mundo, certo?
Errado, claro, quando se trata de Austrália.
A primeira diferença é que aqui ela dura um pouquinho mais: a sexta–feira ainda é santa, o sábado é só aleluia, o domingo é de Páscoa e a segunda é dia livre!!! Feriado nacional!
A outra diferença a gente descobriu quando resolvemos fazer um churrasco de última hora na Sexta-feira Santa.
Conseguimos garantir os comes direto do mercado de peixe, lindos e fresquíssimos. Tão lindo que eu fiquei brincando com o peixe de quase 60 cm como se ele fosse um bicho de pelúcia (abrindo a boca, puxando a língua, esticando e recolhendo as barbatanas, etc...), até que entendi a diferença entre ele e um ursinho peludinho: cortei a mão nas barbatanas e ficou ardendo até agora!
Uma vez que os comes estavam garantidos fomos organizar os bebes e depois de uma certa peregrinação pela vizinhança os meninos descobriram que o consumo de alcóol nesse dia é liberado, desde que ele aconteça dentro dos bares.
Ou seja: é permitido beber, mas não levar a bebida pra casa. Vender bebida é crime!
Faz sentido na cabeça de alguém? Eu ainda não entendi.
Com bebida ou sem bebida, a diversão no churrasco foi garantida por um simpático casal de colombianos ensinando aos brasileiros que se você chegar na Colômbia e disser a qualquer pessoa na rua: “Preciso urgente montar numa buceta” as pessoas vão gentilmente te levar até o ponto de ônibus mais próximo!
Errado, claro, quando se trata de Austrália.
A primeira diferença é que aqui ela dura um pouquinho mais: a sexta–feira ainda é santa, o sábado é só aleluia, o domingo é de Páscoa e a segunda é dia livre!!! Feriado nacional!
A outra diferença a gente descobriu quando resolvemos fazer um churrasco de última hora na Sexta-feira Santa.
Conseguimos garantir os comes direto do mercado de peixe, lindos e fresquíssimos. Tão lindo que eu fiquei brincando com o peixe de quase 60 cm como se ele fosse um bicho de pelúcia (abrindo a boca, puxando a língua, esticando e recolhendo as barbatanas, etc...), até que entendi a diferença entre ele e um ursinho peludinho: cortei a mão nas barbatanas e ficou ardendo até agora!
Uma vez que os comes estavam garantidos fomos organizar os bebes e depois de uma certa peregrinação pela vizinhança os meninos descobriram que o consumo de alcóol nesse dia é liberado, desde que ele aconteça dentro dos bares.
Ou seja: é permitido beber, mas não levar a bebida pra casa. Vender bebida é crime!
Faz sentido na cabeça de alguém? Eu ainda não entendi.
Com bebida ou sem bebida, a diversão no churrasco foi garantida por um simpático casal de colombianos ensinando aos brasileiros que se você chegar na Colômbia e disser a qualquer pessoa na rua: “Preciso urgente montar numa buceta” as pessoas vão gentilmente te levar até o ponto de ônibus mais próximo!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Terrinha
Foi rápido mas foi bom demais!
Minha passagem
quase surpresa e relâmpago pelo Brasil teve de tudo um pouco: almoços, viagens, cafés, visitas, cerimônias e como não poderia faltar, muita, mas muuuuuita risada!
(Só não teve mais risada do que fotos, claro.)
A parte totalmente dispensável da viagem ficou por conta do calor INFERNAL de Mogi Mirim: 200graus na sombra com sensação térmica de 300.
Não estou mais acostumada com isso… Foram 10 anos vivendo na poluída porém agradável temperatura de São Paulo e mais 2 em Sydney. Sem falar que nesse meio tempo se tornaram visíveis os resultados do aquecimento global, o que elevou Mogi Mirim ao 2o lugar no meu ranking de lugar mais quente da face da terra, perdendo única e exclusivamente para o inferno.
Mas para meu alívio existe Campos do Jordão! E o final de semana por lá foi ótimo, não só por que as reações químicas do meu cérebro voltaram a acontecer uma vez que ele estava operando na temperatura recomendada pelo fabricante, mas principalmente pelas agradáveis companhi
as.
É curioso como as pessoas que passaram a infância/adolescência juntas quando se encontram insistem em agir da mesma maneira, não é mesmo? Hahaha! Adoro vocês!
Será que é só flash-back ou a gente nunca cresceu mesmo? Qualquer que seja a resposta, acho que prefiro não saber porque seria filosófica e madura demais!!!
Passo…
Falando em madura, a única criança autorizada a utilizar esse título na
história toda, mais conhecida por Lia, não tinha espaço nem no seu próprio edredom, que foi invadido por pessoas com mais ou menos 15 vezes o tamanho e peso dela. E a pobre criança teve que engatinhar no chão frio de Campos!!!
E ainda sobre essa coisa fofa, só quem viu o nosso encontro no aeroporto pode descrever o que foi aquilo! Primeiro a boneca segurando a placa de boas-vindas com as próprias mãos e depois o grito de reconhecimento: “Ahhhh!!!”, como quem diz: “Você por aqui?!”.
(Tudo bem que no dia seguinte, quando eu apareci no berço dela já cedo enquanto os pais ainda dormiam, ela fingiu que não estava me vendo. Isso demonstra que já está seguindo as recomendações dos pais de não falar com estranhos!)
E quem diz que criança não enxerga tela de computador ou TV tá profundamente enganado porque essa menina conhece cada marca do meu rosto pelo skype há uns bons meses! (Veja bem, eu falei em marca e não ruga, até porque o comentário geral foi que eu estou muito bem, obrigada!!! “Melhor do que nunca”, pra se exata. É ótimo ficar tempos sem ver as pessoas, elas são tão calorosas com você. Melhor ainda é usar anti-idade da La Roche, funciona mesmo!)
No mais, foi tudo fantástico.
E como diriam por aí: “passagem da Austrália pro Brasil: muitos dólares. Presente pra família inteira: muitos outros dólares. Rever pessoas muito queridas e matar as saudades: não tem preço.”
E como para todas as outras existe Master Card, deixa eu ir trabalhar pra pagar a fatura!
(Hi... Acabei de lembrar que pedi demissão antes de ir pro Brasil. Mas isso fica pra outro post!)
Minha passagem
(Só não teve mais risada do que fotos, claro.)
A parte totalmente dispensável da viagem ficou por conta do calor INFERNAL de Mogi Mirim: 200graus na sombra com sensação térmica de 300.
Não estou mais acostumada com isso… Foram 10 anos vivendo na poluída porém agradável temperatura de São Paulo e mais 2 em Sydney. Sem falar que nesse meio tempo se tornaram visíveis os resultados do aquecimento global, o que elevou Mogi Mirim ao 2o lugar no meu ranking de lugar mais quente da face da terra, perdendo única e exclusivamente para o inferno.
Mas para meu alívio existe Campos do Jordão! E o final de semana por lá foi ótimo, não só por que as reações químicas do meu cérebro voltaram a acontecer uma vez que ele estava operando na temperatura recomendada pelo fabricante, mas principalmente pelas agradáveis companhi
É curioso como as pessoas que passaram a infância/adolescência juntas quando se encontram insistem em agir da mesma maneira, não é mesmo? Hahaha! Adoro vocês!
Será que é só flash-back ou a gente nunca cresceu mesmo? Qualquer que seja a resposta, acho que prefiro não saber porque seria filosófica e madura demais!!!
Passo…
Falando em madura, a única criança autorizada a utilizar esse título na
E ainda sobre essa coisa fofa, só quem viu o nosso encontro no aeroporto pode descrever o que foi aquilo! Primeiro a boneca segurando a placa de boas-vindas com as próprias mãos e depois o grito de reconhecimento: “Ahhhh!!!”, como quem diz: “Você por aqui?!”.
(Tudo bem que no dia seguinte, quando eu apareci no berço dela já cedo enquanto os pais ainda dormiam, ela fingiu que não estava me vendo. Isso demonstra que já está seguindo as recomendações dos pais de não falar com estranhos!)
E quem diz que criança não enxerga tela de computador ou TV tá profundamente enganado porque essa menina conhece cada marca do meu rosto pelo skype há uns bons meses! (Veja bem, eu falei em marca e não ruga, até porque o comentário geral foi que eu estou muito bem, obrigada!!! “Melhor do que nunca”, pra se exata. É ótimo ficar tempos sem ver as pessoas, elas são tão calorosas com você. Melhor ainda é usar anti-idade da La Roche, funciona mesmo!)
No mais, foi tudo fantástico.
E como diriam por aí: “passagem da Austrália pro Brasil: muitos dólares. Presente pra família inteira: muitos outros dólares. Rever pessoas muito queridas e matar as saudades: não tem preço.”
E como para todas as outras existe Master Card, deixa eu ir trabalhar pra pagar a fatura!
(Hi... Acabei de lembrar que pedi demissão antes de ir pro Brasil. Mas isso fica pra outro post!)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Explorando o território
Finalmente começamos cumprir nosso plano de explorar a Australia e a primeira semana do ano foi de ferias em Melbourne e região (é, eu sei, a postagem está um pouco atrasada…).
Meu parecer depois de um final de semana prolongado foi: Sydney continua imbatível no quesito beleza natural. Tô pra ver cidade mais bonita!!! Mas Melbourne tem suas vantagens: ao mesmo tempo um ar cosmopolita misturado com um aspecto de cidade do interior - um pouco menor, com pessoas muito amigáveis.
Cheia de cafesinhos, restaurantesinhos e vielas. Lojinhas, lojinhas, lojinhas (sim, depois de trabalhar por um ano numa loja eu aprendi um pouco a comprar!!!).
E um circuito de Fórmula 1 no meio da cidade, em volta de um parque, onde eu pude brincar de piloto (a 40km/h…) com um carro que mais parecia um caminhão de tão grande (levava 8 pessoas e tinha aquelas portas laterais que deslizam.
De Melbourne fomos para a Great Ocean Road, que é uma estrada a beira-mar maravilhosa, com paisagens de cair o queixo e coalas pendurados pelas árvores (demorou mas eu finalmente vi coalas, e de monte).
O ápice foi uma voltinha de helicóptero pra descobrir que o que já era lindo do chão é simplesmente inacreditável visto de cima!
Pra finalizar a viagem passamos alguns dias em Phillip Island, uma ilhazinha cheia de pessoas extremamente simpáticas, penguins (850 só de um lado da ilha, onde fomos assisti-los sair do mar) e muitas praias com pedras pretas e um mar transparente-azul.
Ansiosos pela próxima viagem!!!
(Clique aqui e aqui de novo pra ver as fotos).
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Torce, retorce, procuro mas não vejo...
No final não era nem pulga nem percevejo, mas o bicho fez um estrago razoável...
Na semana passada comecei a achar umas picadas no meu corpo e uns dias depois o Leandro aparece com as mesmas.
Começamos a ficar encanados que vinham do nosso colchão, já que enquanto estivemos de férias o dono do nosso apartamento tinha trazido um novo pra gente.
Reviramos o colchão todo e vimos uns micro-micro insetos que a meu ver pareciam uma pulga, mas a verdade é que eu vi pulga uma única vez na minha vida, então não sou muito boa em reconhecê-las...
Meu marido, pessoa criada no "campo" de São Paulo tem as mesmas habilidades, então ficamos sem saber o que era aquilo.
Enquanto não doscobríamos, lá fomos nós pra uma feijoada (sim, aqui acontecem feijoadas no domingo também!).
Começamos a escutar de todos os nossos amigo que por aqui existe um problema de infestação por "bedbugs", um inseto que aparece em hotéis e é espalhados normalmente por mochileiros ou outros viajantes que acabam levando o bicho na mala. Uma vez que a casa é contaminada, a saída é jogar fora e queimar colchões, travesseiros, sofás, roupas, carpete e afins...
Uma notícia super agradável de se receber num calmo e tranquilo domingo a tarde!
Sem ter muito o que fazer, seguimos com o pagode e a caipirinha!
Chegamos em casa e lá vamos nós voltar aos tempos de combate a insetos (vide primeiro mês de blog).
Descobrimos que o tal "bedbug" é ninguém mais ninguém menos que o percevejo, que pra mim só existia na musiquinha inocente do título.
Como a história não é bem essa, botamos o colchão na sacada, pegamos lençois novos, inflamos um colchão de ar e dormimos nele, no meio da sala.
Adiantou? Nem um pouco! Acordamos com mais picadas e lá vamos nós pro médico.
Depois de olhar as picadas ele disse que não eram definitivamente dos bedbugs (menos mal!), mas provavelmente de um ácaro que deveria estar nas nossas coisas.
Deu um anti-alérgico pra tomarmos e uma loção pra aplicarmos no corpo.
E agora estamos os dois aqui, cheirando que nem aquelas crianças piolhentas que tomam banho de creolina antes de ira pra escolinha pra não contaminar os amigos!
(Contato pela internet está liberado!)
Na semana passada comecei a achar umas picadas no meu corpo e uns dias depois o Leandro aparece com as mesmas.
Começamos a ficar encanados que vinham do nosso colchão, já que enquanto estivemos de férias o dono do nosso apartamento tinha trazido um novo pra gente.
Reviramos o colchão todo e vimos uns micro-micro insetos que a meu ver pareciam uma pulga, mas a verdade é que eu vi pulga uma única vez na minha vida, então não sou muito boa em reconhecê-las...
Meu marido, pessoa criada no "campo" de São Paulo tem as mesmas habilidades, então ficamos sem saber o que era aquilo.
Enquanto não doscobríamos, lá fomos nós pra uma feijoada (sim, aqui acontecem feijoadas no domingo também!).
Começamos a escutar de todos os nossos amigo que por aqui existe um problema de infestação por "bedbugs", um inseto que aparece em hotéis e é espalhados normalmente por mochileiros ou outros viajantes que acabam levando o bicho na mala. Uma vez que a casa é contaminada, a saída é jogar fora e queimar colchões, travesseiros, sofás, roupas, carpete e afins...
Uma notícia super agradável de se receber num calmo e tranquilo domingo a tarde!
Sem ter muito o que fazer, seguimos com o pagode e a caipirinha!
Chegamos em casa e lá vamos nós voltar aos tempos de combate a insetos (vide primeiro mês de blog).
Descobrimos que o tal "bedbug" é ninguém mais ninguém menos que o percevejo, que pra mim só existia na musiquinha inocente do título.
Como a história não é bem essa, botamos o colchão na sacada, pegamos lençois novos, inflamos um colchão de ar e dormimos nele, no meio da sala.
Adiantou? Nem um pouco! Acordamos com mais picadas e lá vamos nós pro médico.
Depois de olhar as picadas ele disse que não eram definitivamente dos bedbugs (menos mal!), mas provavelmente de um ácaro que deveria estar nas nossas coisas.
Deu um anti-alérgico pra tomarmos e uma loção pra aplicarmos no corpo.
E agora estamos os dois aqui, cheirando que nem aquelas crianças piolhentas que tomam banho de creolina antes de ira pra escolinha pra não contaminar os amigos!
(Contato pela internet está liberado!)
domingo, 25 de outubro de 2009
Mal acostumada
Quase dois anos depois e eu ainda me encanto com pequenos prazeres australianos!
Voltando do trabalho um dia desses fui pegar um ônibus pro centro da cidade, a região mais movimentada de Sydney.
Depois de 5 minutos no ponto chegou um ônibus lotado, parou, só abriu a porta de trás pra algumas pessoas descerem e arrancou, deixando todo mundo no ponto com aquela cara de frustração.
A cara durou aproximadamente 30 segundos, até que um outro ônibus chegou e encostou, botando todo mundo pra dentro. Lotou, o que quer dizer que tinha gente em todos os bancos e gente em pé nos corredores, cada um com uma circunferência em torno do próprio corpo de mais ou menos meio metro quadrado de diâmetro respeitado pelo passageiro do lado.
A turbulenta viagem seguiu por mais umas 5 estações, até que 70% das pessoas do ônibus desceram e eu segui o percurso sentada.
Dali a pouco começo a escutar um australiano falando no celular e desabafando com alguém do outro lado da linha: “porra, meu ônibus demorou pra caramba pra passar e agora tá um puta trânsito! Tô super atrasado…”.
Olhei a minha volta, já estávamos bem no meio do centro da cidade. A pista contrária estava vazia, a pista onde estávamos estava andando, o sinal abria e os carros passavam.
O encanto ainda não acabou!
Voltando do trabalho um dia desses fui pegar um ônibus pro centro da cidade, a região mais movimentada de Sydney.
Depois de 5 minutos no ponto chegou um ônibus lotado, parou, só abriu a porta de trás pra algumas pessoas descerem e arrancou, deixando todo mundo no ponto com aquela cara de frustração.
A cara durou aproximadamente 30 segundos, até que um outro ônibus chegou e encostou, botando todo mundo pra dentro. Lotou, o que quer dizer que tinha gente em todos os bancos e gente em pé nos corredores, cada um com uma circunferência em torno do próprio corpo de mais ou menos meio metro quadrado de diâmetro respeitado pelo passageiro do lado.
A turbulenta viagem seguiu por mais umas 5 estações, até que 70% das pessoas do ônibus desceram e eu segui o percurso sentada.
Dali a pouco começo a escutar um australiano falando no celular e desabafando com alguém do outro lado da linha: “porra, meu ônibus demorou pra caramba pra passar e agora tá um puta trânsito! Tô super atrasado…”.
Olhei a minha volta, já estávamos bem no meio do centro da cidade. A pista contrária estava vazia, a pista onde estávamos estava andando, o sinal abria e os carros passavam.
O encanto ainda não acabou!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Bicho estranho
Miiiiil desculpas!
Antes de mais nada queria dizer que eu NÃO abandonei o blog – definitivamente - só andei meio sem tempo.
Daqui há um mês acabo o mestrado e aí vou me dedicar mais, prometo. Então, por favor, não me deixem falando sozinha!
E pra celebrar a volta lá vai uma coisa bem australiana pra dar uma animada:
É meio difícil de explicar o que um misto de bode com cabrito (se é que eles não são a mesma pessoa – nunca entendi…) faz no topo de uma pedreira com a Harbor Bridge ao fundo, mas essa é só mais uma das divertidas coisas a se ver no Taronga Zoo, o maior zoológico de Sydney.
Desde que a gente chegou aqui que
ameaçava ir e ficava naquelas de “o dia que tiver alguma visita aqui a gente vai levá-las lá mesmo, então vamos outra hora”.
1 ano, 8 meses e nenhuma visita depois
resolvemos ir!
A beleza já começa na ida, no ferry boat que cruza a bahia, passa em frente a Operah House e chega no zoo. Dali, da praia, se pega um teleférico pra ir até o outro extremo e começar o passeio.
Melhor do que olhar pra dentro das jaulas e olhar pra fora. A vista da cidade é simplesmente maravilhosa!
Mais bonita até que o coala pendurado no galho, dormindo (claro, é só o que ele faz além de comer folhas de bamboo!).
Ou mais interessante do que ver o urso treinando seus instintos de caçador procurando a sua comida dentro de um saco de café brasileiro!
Sem falar no wombat, um misto de porquinho com urso, muito fofo (e muito australiano – só tem aqui). Detalhe
que só depois de eu enfiar a mão (e metade do corpo) dentro do tanque dele eu vi o aviso: “esse animal pode morder”!
Mas até parece que uma coisa tão fofinha é capaz disso… Passei a mão nele e ele rolou a barriga pra cima, que nem um gato vira-lata!!!
Antes de mais nada queria dizer que eu NÃO abandonei o blog – definitivamente - só andei meio sem tempo.
Daqui há um mês acabo o mestrado e aí vou me dedicar mais, prometo. Então, por favor, não me deixem falando sozinha!
E pra celebrar a volta lá vai uma coisa bem australiana pra dar uma animada:
É meio difícil de explicar o que um misto de bode com cabrito (se é que eles não são a mesma pessoa – nunca entendi…) faz no topo de uma pedreira com a Harbor Bridge ao fundo, mas essa é só mais uma das divertidas coisas a se ver no Taronga Zoo, o maior zoológico de Sydney.
Desde que a gente chegou aqui que
1 ano, 8 meses e nenhuma visita depois
A beleza já começa na ida, no ferry boat que cruza a bahia, passa em frente a Operah House e chega no zoo. Dali, da praia, se pega um teleférico pra ir até o outro extremo e começar o passeio.
Melhor do que olhar pra dentro das jaulas e olhar pra fora. A vista da cidade é simplesmente maravilhosa!
Mais bonita até que o coala pendurado no galho, dormindo (claro, é só o que ele faz além de comer folhas de bamboo!).
Ou mais interessante do que ver o urso treinando seus instintos de caçador procurando a sua comida dentro de um saco de café brasileiro!
Sem falar no wombat, um misto de porquinho com urso, muito fofo (e muito australiano – só tem aqui). Detalhe
Mas até parece que uma coisa tão fofinha é capaz disso… Passei a mão nele e ele rolou a barriga pra cima, que nem um gato vira-lata!!!
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Armageddon
Postagem express só pra dizer que hoje eu acordei achando que o fim do mundo tinha chegado, que o aquecimento global tinha definitivamente acabado com a terra e que o Armageddon existia!
Chacoalhei a poeira - literalmente - e fui trabalhar!
http://www.smh.com.au/photogallery/environment/dust-turns-sydney-sky-red/20090923-g0tw.html
Chacoalhei a poeira - literalmente - e fui trabalhar!
http://www.smh.com.au/photogallery/environment/dust-turns-sydney-sky-red/20090923-g0tw.html
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