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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Terrinha

Foi rápido mas foi bom demais!
Minha passagem quase surpresa e relâmpago pelo Brasil teve de tudo um pouco: almoços, viagens, cafés, visitas, cerimônias e como não poderia faltar, muita, mas muuuuuita risada!
(Só não teve mais risada do que fotos, claro.)
A parte totalmente dispensável da viagem ficou por conta do calor INFERNAL de Mogi Mirim: 200graus na sombra com sensação térmica de 300.
Não estou mais acostumada com isso… Foram 10 anos vivendo na poluída porém agradável temperatura de São Paulo e mais 2 em Sydney. Sem falar que nesse meio tempo se tornaram visíveis os resultados do aquecimento global, o que elevou Mogi Mirim ao 2o lugar no meu ranking de lugar mais quente da face da terra, perdendo única e exclusivamente para o inferno.
Mas para meu alívio existe Campos do Jordão! E o final de semana por lá foi ótimo, não só por que as reações químicas do meu cérebro voltaram a acontecer uma vez que ele estava operando na temperatura recomendada pelo fabricante, mas principalmente pelas agradáveis companhias.
É curioso como as pessoas que passaram a infância/adolescência juntas quando se encontram insistem em agir da mesma maneira, não é mesmo? Hahaha! Adoro vocês!
Será que é só flash-back ou a gente nunca cresceu mesmo? Qualquer que seja a resposta, acho que prefiro não saber porque seria filosófica e madura demais!!!
Passo…
Falando em madura, a única criança autorizada a utilizar esse título na história toda, mais conhecida por Lia, não tinha espaço nem no seu próprio edredom, que foi invadido por pessoas com mais ou menos 15 vezes o tamanho e peso dela. E a pobre criança teve que engatinhar no chão frio de Campos!!!
E ainda sobre essa coisa fofa, só quem viu o nosso encontro no aeroporto pode descrever o que foi aquilo! Primeiro a boneca segurando a placa de boas-vindas com as próprias mãos e depois o grito de reconhecimento: “Ahhhh!!!”, como quem diz: “Você por aqui?!”.
(Tudo bem que no dia seguinte, quando eu apareci no berço dela já cedo enquanto os pais ainda dormiam, ela fingiu que não estava me vendo. Isso demonstra que já está seguindo as recomendações dos pais de não falar com estranhos!)
E quem diz que criança não enxerga tela de computador ou TV tá profundamente enganado porque essa menina conhece cada marca do meu rosto pelo skype há uns bons meses! (Veja bem, eu falei em marca e não ruga, até porque o comentário geral foi que eu estou muito bem, obrigada!!! “Melhor do que nunca”, pra se exata. É ótimo ficar tempos sem ver as pessoas, elas são tão calorosas com você. Melhor ainda é usar anti-idade da La Roche, funciona mesmo!)
No mais, foi tudo fantástico.
E como diriam por aí: “passagem da Austrália pro Brasil: muitos dólares. Presente pra família inteira: muitos outros dólares. Rever pessoas muito queridas e matar as saudades: não tem preço.”
E como para todas as outras existe Master Card, deixa eu ir trabalhar pra pagar a fatura!
(Hi... Acabei de lembrar que pedi demissão antes de ir pro Brasil. Mas isso fica pra outro post!)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vocábulo 'Brasil'

Nas últimas semanas estive fazendo uma pesquisa sobre a imigração brasileira para a Austrália e, num dos textos que eu li, o presidente do BRACCA (que é uma associação de brasileiros muito atuante aqui) dizia assim: os brasileiros têm uma boa fama, de povo festeiro, alegre, exótico, mas essa imagem pode ser abalada se os problemas com os estudantes, que têm acontecido bastante ultimamente, continuarem a se repetir.
Pois é...
Domingo eu e o Lê fomos passear numa praia aqui perto e na volta, enquanto esperávamos o ônibus, tinham dois meninos brasileiros do nosso lado discutindo sobre suas 'pegadas' na noite australiana. Pelo nível do papo eles deviam estar entrando na faixa dos 20, ainda agindo como 15.
Quando o ônibus chegou escutamos um dizer pro outro: 'Vamos dar um Brasil?!" E entraram.
Os ônibus aqui não têm cobrador. A grande maioria das pessoas compra um ticket de 10 viagens, entra e o carimba numa maquininha. Se você não tem, paga direto pro motorista.
Claro que o 'Brasil', pra eles, era entrar sem pagar. Mas... Como a vida ensina... O motorista não deixou mais ninguém entrar no ônibus, parou tudo, foi até lá no fundo, chamou os dois meninos e fez eles voltarem até lá na frente pra pagar.
Todo mundo olhando, mais alguns brasileiros dentro do ônibus assistindo (nos ônibus que voltam das praias têm sempre um monte...) e lá vão só os dois cruzar o ônibus inteiro de volta, passar e gerar vergonha nacional...

Brasil: subs. país localizado na America do Sul;
adj. putaria


É isso?
Acho que está na hora de alguns cidadãos reverem seu vocabulário. Sua conduta. Sua ética. Sua educação. Seus conceitos. Seus princípios. Valores. E a lista segue...

sábado, 17 de maio de 2008

Mandioca!!!

Ontem fomos jantar na casa de um casal de amigos brasileiros, a Neusa e o Adilson. Lá também conhecemos mais alguns brasileiros amigos deles muito legais que também estão morando por aqui.

O jantar estava ótimo, as companhias também e o melhor de tudo: tinha mandioca!!!


Ainda não chegamos naquela fase de começar a sentir falta das comidas brasileiras, até porque como comemos muito em casa, dá pra fazer a comida com gosto de Brasil, Itália, México, do que a gente quiser! (Só não aprendi AINDA a fazer comida japa, mas chego lá.)


Mas saber que dá pra encontrar até mandioca aqui, e ainda igualzinha a do quintal da Da. Julia, foi uma alegria, devo admitir! Comi cozida, hummm!!! Comi até!


E por falar nisso, lembramos da experiência do Leandro, pessoa nascida e criada na capital, mas que diz que tem muita intimidade com o campo pelos momentos de infância que passou em Águas de São Pedro.


Alguns meses antes de virmos pra cá estávamos na casa da Vó e a pessoa em questão foi chamada no quintal pra colher mandioca.

Chegando lá, viu a plantinha saindo da terra e fez o brilhante comentário, que demonstra toda a sua intimidade com a natureza: "Mas não tem mandioca nenhuma aqui!"

Precisei pegar o xicote pra fazê-lo entender de onde ela estava saindo e pôr a enxada em ação!!!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Geraldo: Who can I trust?

Esse título pode parecer estranho, mas foi o nome do programa que assisti na TV daqui ontem.
Geraldo é um operário de São Paulo que estava questionando porque há tanta corrupção no Brasil e se nos países do primeiro mundo isso também era assim...
Desde de minhas primeiras semanas aqui eu estava pra escrever uma postagem parabenizando as terras Tupiniquins.
Em duas semanas de mestrado escutei o professor de Furniture Systems falar sobre os Irmãos Campanas e dizer que ainda dará uma aula só sobre eles. Em seguida o de Management e Leadership exibiu um vídeo sobre Ricardo Semler e sua empresa Semco, mostrando sua inovadora e ousada forma de gerenciamento discutida exaustivamente em nada mais nada menos que a Harvard.
Ou seja, só tava dando a gente por aqui!!!
Aí, ontem, dou de cara com o Geraldo...
Em rede nacional dizendo: "tem uma frase que não é minha mas eu gosto muito: dê poder a um homem e você o conhecerá de verdade".
Falou sobre as promessas de campanha do Lula, a transformação quando ele assumiu o poder, o MENSALÃO (...) entre outros episódios recentes e vexatórios da política brasileira.
Entrevistou o Suplicy, que foi apresentado como um político em quem ele confiava. Entrevistou o Zé Eduardo Cardozo (adorei essa parte!!! eu só voto nele!!!) por ser considerado um dos políticos mais sérios do Brasil, foi a Brasília, passeou pelo Senado, entrevistou os responsáveis pelas investigações, contestou porque não haviam resultados até hoje, etc...
Pra meu alívio, como a idéia era comparar se isso era um problema isolado do terceiro mundo, usaram histórias da política alemã e francesa pra exemplificar que existem casos no mundo inteiro, o que não deve acontecer é isso virar uma consciência e conduta generalizada.
Mas a gente sabe que esse não é o caso do Brasil...
(Pense positivo, SEMPRE!)