Como diria a filósofa Xuxa Meneghel, foi muito bom estar com vocês, foi muito bom brincar com vocês!
Dos amigos do trabalho aos da infância, passando pelos da fase adulta – corrigindo – da faculdade (porque fase adulta não chegou pra nenhum deles vide comportamento apresentado em eventos como a temporada em Campos ou o casamento dos Gamboas…), família e todo mundo mais que não se encontre em nenhuma das classificações acima e que tive o enorme prazer de encontrar.
Até mesmo São Paulo, que se mostrou mais louca do que nunca.
Será que a cidade realmente piorou, eu me desacostumei ou é a velha lógica de que só quem está de fora enxerga as coisas de maneira mais clara?
Sei lá… Acho que quem esta lá é que “Aprende depressa a chamar-te: realidade”, como diria Caetano, “Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso do avesso”, que aliás, eu já calculei e é o direito!
Isso mesmo: o avesso do avesso do avesso do avesso nada mais é que o direito!
(Essa postagem tá ficando muito maluca.... Deve ser o efeito do jetlag...)
Vai ver que São Paulo é que é normal e o resto do mundo é estranho...
Bom, na dúvida, chegamos em Sydney.
E no melhor esquema primeiro mundo fomos recebidos com câmeras filmadoras (eu, sorrindo, achando que era pra passar na TV!) que mediam nossa febre. Além dos labradores que vivem felizes pulando pelo aeroporto o dia inteiro.
Claro! Eles literalmente cheiram meia! (Pra quem nunca viu, os policiais dão uma bolinha de meia com algo – provavelmente drogas – pra eles cheirarem e eles saem enlouquecidos atrás das malas).
Pegamos um taxi com um motorista de Samoa (pra quem também não sabe e tem mais de 30 anos, Samoa não é só uma marca de chinelos, mas também um país aqui por perto).
No primeiro semáforo com uma fila de uns 12 carros esperando pra fazer uma conversão ele reclamou do trânsito, dizendo que todas as segundas-feiras de manhã eram daquele jeito.
HAHAHAHAHAHAHA!
Deve ser piada, né?!
Não, é Austrália mesmo!
Bem-vindos de volta!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
A postagem que não virou postagem
Faz um mês que estou esperando o dia em que iria sentar pra escrever essa postagem, guardando a sete chaves o segredo na minha mente, rindo sozinha do que estaria por vir.
No primeiro dia do semestre uma das professoras anunciou que faríamos 3 aulas de desenho para aprendermos a representar a figura humana em movimento, o que é muito importante para quem faz animação.
Ótimo! Há tantos anos não faço uma aula de desenho que imaginei que seria divertido.
Divertido? Segundo esclarecimento sobre as aulas: a melhor maneira de aprender a desenhar é observando o corpo humano, por isso contaríamos com um modelo. NU!
Escutei aquilo, fiz cara de paisagem e fingi naturalidade.
Num filminho mental que durou frações de segundo me vi nas entediantes aulas de direito. Pensando bem, eu mereço uma aula de desenho com um modelo pelado por todos os meus cinco anos escutando coisa chatas!
A professora recomendou que os alunos que tivessem alguma objeção por questões culturais ou religiosas conversassem com ela no final da aula.
Minha religião permiiite! Minha cultura então… (Quem cresce assistindo à mulher pelada em carro alegórico na TV não pode dizer que se opõe a uma aula dessas).
Não contava que eu fosse ter um problema matrimonial quando chegasse em casa, mas ela não comentou essa possibilidade, então eu não tinha dispensa dessa aula… Parte do meu currículo escolar!
Bom. Lá vou eu na semena seguinte como criança no primeiro dia de escola, louca pra ver o que estava por vir.
Ninguém de diferente por perto além dos alunos e lá pelas tantas eu concluí que aquela era a aula introdutória e os modelos só viriam nas próximas. Mas também descobri que seriam dois: um homem e uma mulher.
Nessa aula a gente desenhou os próprios alunos mesmo (todos devidamente vestidos), alguns jogando bola ou fazendo outros movimentos.
E eu só imaginando como seriam dois modelos pelados correndo pela sala…
Esse filminho mental parecia um remake de Eva e Adão no paraíso, com expectadores (nós - os alunos) em volta!
Próxima sessão e lá vamos eu e minha mente poluída e fantasiosa.
Descobri o segundo detalhe: aquele seria o dia da modelo e o modelo-homem só iria na outra aula.
Acabou o filminho da Eva e do Adão...
E lá vem a professora com mais uma notícia: a turma anterior tinha observado a modelo realmente nua, mas como a temperatura tinha esfriado ela sugeriu que ela usasse roupas de ginástica…
Que sem graça!!!
Cadê as pessoas peladas fazendo poses???
E por falar em poses, eu, com toda a minha falta de experiência sobre uma aula desse tipo, imaginei que posar fosse ficar lá parada enquanto a gente desenhava.
Ignorância a minha... A mulher ficava fazendo umas poses que mais pareciam de uma instrutora de ioga. Um pé no chão, o outro pra cima e os braços pra trás. Deitada no chão com as pernas pro alto. Costas curvada pra trás e braços largados do lado do corpo, etc...
E eu só imaginado enquanto desenhava: como ela estaria fazendo aquilo tudo pelada???
Sabia decisão a de por as roupas! Não sou obrigada a ver isso.
Ainda restava a próxima aula com o modelo homem (bem mais interessante) e pensei: minha chance de viver uma experiência dessas ainda está de pé!
Mais uma semana de expectativa e lá vou eu pra última da série.
É hoje que eu vou ver o pelado ao vivo (e fazer cara de nada, como se eu estivesse achando tudo super natural)!
Subi no elevador da faculdade com um fortão, olhei bem o tipo e na hora concluí: é esse o modelo!
Não deu outra: fomos pra mesma sala.
A professora começou dar as instruções sobre que tipo de desenho faríamos naquele dia e o fortão num cantinho.
Eu só reparando (claro) e o fortão tirando a roupa.
Comecei a ficar nervosa e me focar na professora!
Quando as coisas começam a se materializar é que a gente se dá conta delas!
Acho que isso não vai ser tão confortável e divertido assim....
Só estou acostumada a ver um pelado, no recôndito do meu lar, e não preciso ficar desenhando-o nem observando os detalhes!!!
Dali a pouco vem o fortão pro meio do círculo de carteiras.
Foi a piscada de ilhos mais longa da minha vida e uns 30 segundo depois eu concluí que precissava abrir os olhos (senão não seria mais uma piscada).
Lá estava o pelado. De sungão!!!
Ãããh???
Não é possível...
Passada a tensão veio a revolta.
Como assim sungão??? A professora anuncia por três semanas o pelado e na hora do vamos-ver o pelado é um vestido???
Nu é nu. Semi-nu é semi-nu. E sungão é sungão.
E ela falou NU. Eu tenho por escrito.
Não me conformei e no auge da revolta mandei uma mensagem pro meu marido: “Você é minha última esperança. É bom estar pelado quando eu chegar em casa."
No primeiro dia do semestre uma das professoras anunciou que faríamos 3 aulas de desenho para aprendermos a representar a figura humana em movimento, o que é muito importante para quem faz animação.
Ótimo! Há tantos anos não faço uma aula de desenho que imaginei que seria divertido.
Divertido? Segundo esclarecimento sobre as aulas: a melhor maneira de aprender a desenhar é observando o corpo humano, por isso contaríamos com um modelo. NU!
Escutei aquilo, fiz cara de paisagem e fingi naturalidade.
Num filminho mental que durou frações de segundo me vi nas entediantes aulas de direito. Pensando bem, eu mereço uma aula de desenho com um modelo pelado por todos os meus cinco anos escutando coisa chatas!
A professora recomendou que os alunos que tivessem alguma objeção por questões culturais ou religiosas conversassem com ela no final da aula.
Minha religião permiiite! Minha cultura então… (Quem cresce assistindo à mulher pelada em carro alegórico na TV não pode dizer que se opõe a uma aula dessas).
Não contava que eu fosse ter um problema matrimonial quando chegasse em casa, mas ela não comentou essa possibilidade, então eu não tinha dispensa dessa aula… Parte do meu currículo escolar!
Bom. Lá vou eu na semena seguinte como criança no primeiro dia de escola, louca pra ver o que estava por vir.
Ninguém de diferente por perto além dos alunos e lá pelas tantas eu concluí que aquela era a aula introdutória e os modelos só viriam nas próximas. Mas também descobri que seriam dois: um homem e uma mulher.
Nessa aula a gente desenhou os próprios alunos mesmo (todos devidamente vestidos), alguns jogando bola ou fazendo outros movimentos.
E eu só imaginando como seriam dois modelos pelados correndo pela sala…
Esse filminho mental parecia um remake de Eva e Adão no paraíso, com expectadores (nós - os alunos) em volta!
Próxima sessão e lá vamos eu e minha mente poluída e fantasiosa.
Descobri o segundo detalhe: aquele seria o dia da modelo e o modelo-homem só iria na outra aula.
Acabou o filminho da Eva e do Adão...
E lá vem a professora com mais uma notícia: a turma anterior tinha observado a modelo realmente nua, mas como a temperatura tinha esfriado ela sugeriu que ela usasse roupas de ginástica…
Que sem graça!!!
Cadê as pessoas peladas fazendo poses???
E por falar em poses, eu, com toda a minha falta de experiência sobre uma aula desse tipo, imaginei que posar fosse ficar lá parada enquanto a gente desenhava.
Ignorância a minha... A mulher ficava fazendo umas poses que mais pareciam de uma instrutora de ioga. Um pé no chão, o outro pra cima e os braços pra trás. Deitada no chão com as pernas pro alto. Costas curvada pra trás e braços largados do lado do corpo, etc...
E eu só imaginado enquanto desenhava: como ela estaria fazendo aquilo tudo pelada???
Sabia decisão a de por as roupas! Não sou obrigada a ver isso.
Ainda restava a próxima aula com o modelo homem (bem mais interessante) e pensei: minha chance de viver uma experiência dessas ainda está de pé!
Mais uma semana de expectativa e lá vou eu pra última da série.
É hoje que eu vou ver o pelado ao vivo (e fazer cara de nada, como se eu estivesse achando tudo super natural)!
Subi no elevador da faculdade com um fortão, olhei bem o tipo e na hora concluí: é esse o modelo!
Não deu outra: fomos pra mesma sala.
A professora começou dar as instruções sobre que tipo de desenho faríamos naquele dia e o fortão num cantinho.
Eu só reparando (claro) e o fortão tirando a roupa.
Comecei a ficar nervosa e me focar na professora!
Quando as coisas começam a se materializar é que a gente se dá conta delas!
Acho que isso não vai ser tão confortável e divertido assim....
Só estou acostumada a ver um pelado, no recôndito do meu lar, e não preciso ficar desenhando-o nem observando os detalhes!!!
Dali a pouco vem o fortão pro meio do círculo de carteiras.
Foi a piscada de ilhos mais longa da minha vida e uns 30 segundo depois eu concluí que precissava abrir os olhos (senão não seria mais uma piscada).
Lá estava o pelado. De sungão!!!
Ãããh???
Não é possível...
Passada a tensão veio a revolta.
Como assim sungão??? A professora anuncia por três semanas o pelado e na hora do vamos-ver o pelado é um vestido???
Nu é nu. Semi-nu é semi-nu. E sungão é sungão.
E ela falou NU. Eu tenho por escrito.
Não me conformei e no auge da revolta mandei uma mensagem pro meu marido: “Você é minha última esperança. É bom estar pelado quando eu chegar em casa."
sexta-feira, 20 de março de 2009
Ovo. (ponto)
Com a Páscoa chegando vi uma coisa muito estranha agora há pouco.
Fui almoçar com o Lê e na volta passo por um shopping que tem várias lojinhas de comida do tipo: padaria, frutaria, etc... e umas outras onde você pode escolher frutas ou vegetais e montar uma salada.
Foi ali o episódio estranho!
Eu ia caminhando em direção à lojinha quando vi a atendente pegar um ovo cozido e enfiar numa sacolinha de papel, dessas tipo envelope, onde se enfia um pão-de-queijo.
Pensei: nossa! Ela vai montar a salada alí?
Não! Ela saiu detrás do display de verduras e foi até a máquina registradora.
Pensei: Nãaaaaooo.....
Então ela enrolou a ponta do saquinho - nisso eu já estava torcendo o pescoço pra olhar pra trás e confirmar se o que eu estava vendo era mesmo o que eu estava entendendo.
Sorrindo pro cliente ela pegou o dinheiro dele e entregou o saquinho de papel - com um ovo cozido dentro... Assim, sem mais nem menos!
Ah???
E nem colorido era!
Antes o ovo colorido de boteco, pelo menos é mais interessante.
Fui almoçar com o Lê e na volta passo por um shopping que tem várias lojinhas de comida do tipo: padaria, frutaria, etc... e umas outras onde você pode escolher frutas ou vegetais e montar uma salada.
Foi ali o episódio estranho!
Eu ia caminhando em direção à lojinha quando vi a atendente pegar um ovo cozido e enfiar numa sacolinha de papel, dessas tipo envelope, onde se enfia um pão-de-queijo.
Pensei: nossa! Ela vai montar a salada alí?
Não! Ela saiu detrás do display de verduras e foi até a máquina registradora.
Pensei: Nãaaaaooo.....
Então ela enrolou a ponta do saquinho - nisso eu já estava torcendo o pescoço pra olhar pra trás e confirmar se o que eu estava vendo era mesmo o que eu estava entendendo.
Sorrindo pro cliente ela pegou o dinheiro dele e entregou o saquinho de papel - com um ovo cozido dentro... Assim, sem mais nem menos!
Ah???
E nem colorido era!
Antes o ovo colorido de boteco, pelo menos é mais interessante.
quinta-feira, 12 de março de 2009
The legend
Como fazer de um domingo a noite chuvoso um dia marcante:
- adicione a ele um casal de amigos queridos
- um carro pra gente não se molhar
- e um programinha básico um pouco pra lá da esquina de casa
SHOW DO ERIC CLAPTON!
Uma das vantagens de não se morar numa cidade de 20 milhões de habitantes é que você consegue resolver certos programas na última hora e foi assim que aconteceu.
Sexta de manhã compramos os tickets. Alegria pura!!!
Eu já tinha me arrependido amargamente de não ter ido no show no Brasil e achei que dessa vez não deveria deixar passar.
E fizemos bem!
O tiozinho sabe o que faz! Manda BEEEEMM!!!!
O cabelo grisalho, os óculos e a cara séria são um contraste com a guitarra. Mas a competência não deixa dúvida nenhuma.
Bom demais!!!
- adicione a ele um casal de amigos queridos
- um carro pra gente não se molhar
- e um programinha básico um pouco pra lá da esquina de casa
SHOW DO ERIC CLAPTON!
Uma das vantagens de não se morar numa cidade de 20 milhões de habitantes é que você consegue resolver certos programas na última hora e foi assim que aconteceu.
Sexta de manhã compramos os tickets. Alegria pura!!!
Eu já tinha me arrependido amargamente de não ter ido no show no Brasil e achei que dessa vez não deveria deixar passar.
E fizemos bem!
O tiozinho sabe o que faz! Manda BEEEEMM!!!!
O cabelo grisalho, os óculos e a cara séria são um contraste com a guitarra. Mas a competência não deixa dúvida nenhuma.
Bom demais!!!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Em algum lugar do futuro
Esse é meu último semestre o mestrado e eu esperava que fosse ser tranquilo e sem grandes surpresas já que a fase de adaptação passou e agora me considero uma pessoa experiente.
Doce ilusão!
Primeiro pelo fato de que eu estou fazendo duas matérias de animação e com isso fui parar num ambiente totalmente diferente, com palavras, técnicas e principalmente softwares que são um verdadeiro mistério pra mim.
Beleza! Tô fingindo naturalidade e seguindo com as aulas!
Mas não deu pra fingir tanta naturalidade assim quando fui à biblioteca pegar alguns livros que precisava. Comecei a seguir os números de referências das prateleiras e fui parar dentro do corredor que tinha o seguinte título na entrada: "inteligência artificial".
Não sei vocês, mas essa expressão por si só me assusta!
Entrei no corredor imaginando que tipo de áliens, robôs ou outros seres do futuro poderiam estar lendo histórias em quadrinhos por ali.
Ou talvez se alguma perna biônica colocaria o pé na frente quando eu passasse pra eu tropeçar e ficar ainda mais assustada.
Superei o corredor do futuro, peguei os livros e voltei pra casa, de carona com os Jetsons!
Doce ilusão!
Primeiro pelo fato de que eu estou fazendo duas matérias de animação e com isso fui parar num ambiente totalmente diferente, com palavras, técnicas e principalmente softwares que são um verdadeiro mistério pra mim.
Beleza! Tô fingindo naturalidade e seguindo com as aulas!
Mas não deu pra fingir tanta naturalidade assim quando fui à biblioteca pegar alguns livros que precisava. Comecei a seguir os números de referências das prateleiras e fui parar dentro do corredor que tinha o seguinte título na entrada: "inteligência artificial".
Não sei vocês, mas essa expressão por si só me assusta!
Entrei no corredor imaginando que tipo de áliens, robôs ou outros seres do futuro poderiam estar lendo histórias em quadrinhos por ali.
Ou talvez se alguma perna biônica colocaria o pé na frente quando eu passasse pra eu tropeçar e ficar ainda mais assustada.
Superei o corredor do futuro, peguei os livros e voltei pra casa, de carona com os Jetsons!
quinta-feira, 5 de março de 2009
Mais belezas naturais
Demorou um ano mas agora a gente viu que é verdade a história de que na Austrália canguru e barata tem em todo lugar, e de monte.
Sobre as baratas a gente já estava mais do que certo, mas quanto aos cangurus, considerando que levamos uns 10 meses pra ver um único bichinho, ainda tínhamos um certo receio.
Agora é fato!
A foto que pus na postagem abaixo foi tirada no último final de semana, numa cidade a umas 3 horas de Sydney, quando estávamos voltando da praia.
Simples assim: andand
O canguru parece mais um cão de guarda, posando no jardim.
Além da cena inesperada, as várias praias lindas por onde passamos – além das sempre agradáveis companhias - fizeram da viagem m sucesso, mesmo com a chuva que caiu no domingo de manhã…
Na volta ainda teve uma parada num maciço de pedras onde está o Blow Hole: um buraco onde acontece uma espécie de explosão de água e o mar joga jatos muito altos pra cima (clique no link pra ver esquema animado)
Outro ponto alto foi o lual na praia a noite, com a presença das arraias gigantes bem no rasinho pra assistir ao Jamal cantar, tão perto da areia que se molhássemos só até o tornozelo chegaríamos nelas (claro que até lá elas já teriam fugido, mas é só uma referência de distância!!!).
Sem falar nas águas-vivas az
terça-feira, 3 de março de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Rasgando dinheiro
Na semana passada nossos ânimos e expectativas por aqui estavam a mil!!!
O governo estava anunciando um pacote de medidas para combater a crise econômica que incluía, entre as diversas ações, distribuir 900 dólares para as pessoas gastarem no que quisessem e aquecerem o mercado local.
Isso mesmo!
Levou algum tempo pra eu entender isso!
Eu vinha escutando as notícias na TV mas achei que não estava entendendo porque achei muito irreal o governo DAR dinheiro pras pessoas irem às compras…
Mas depois, conversando com umas amigas australianas, entendi que, sim, eu entendi a notícia!
E o melhor: o Leandro se incluía nos beneficiados pois todos que tivessem pago imposto de renda no ano passado receberiam o valor!
AEEEEHHHHH!!!!!
Estavam ansiosos aguardando a aprovação do pacote no congresso.
No natal eles já tinham feito isso e dado $600 pras famílias com filhos.
Detalhe: chega um cheque na sua casa pelo correio ou eles depositam na sua conta, fácil assim!
Parece piada, né?!
Pois a parte nada engraçada é que as medidas foram vetadas e agora estão sendo reescritas.
Vamos ver se o presentinho continua na próxima versão do pacote econômico…
O governo estava anunciando um pacote de medidas para combater a crise econômica que incluía, entre as diversas ações, distribuir 900 dólares para as pessoas gastarem no que quisessem e aquecerem o mercado local.
Isso mesmo!
Levou algum tempo pra eu entender isso!
Eu vinha escutando as notícias na TV mas achei que não estava entendendo porque achei muito irreal o governo DAR dinheiro pras pessoas irem às compras…
Mas depois, conversando com umas amigas australianas, entendi que, sim, eu entendi a notícia!
E o melhor: o Leandro se incluía nos beneficiados pois todos que tivessem pago imposto de renda no ano passado receberiam o valor!
AEEEEHHHHH!!!!!
Estavam ansiosos aguardando a aprovação do pacote no congresso.
No natal eles já tinham feito isso e dado $600 pras famílias com filhos.
Detalhe: chega um cheque na sua casa pelo correio ou eles depositam na sua conta, fácil assim!
Parece piada, né?!
Pois a parte nada engraçada é que as medidas foram vetadas e agora estão sendo reescritas.
Vamos ver se o presentinho continua na próxima versão do pacote econômico…
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Cinzas...
(ATUALIZADO COM VÍDEO)
A Austrália está menos colorida desde sábado...
Como muita gente já deve ter visto nos noticiários daí um incêndio catastrófico atingiu o estado de Victoria – onde fica a cidade de Melbourne, destruindo uma área enorme e matando um número considerável de pessoas (até ontem eram 130...).
Os jornais daqui não param de mostrar imagens da região e é bem triste ver tudo em cinzas.
O primeiro-ministro foi dar uma declaração na TV e não conseguia falar. Nunca vi um governante se comover tanto e tão sinceramente com uma situação. Via-se que não se tratava de demagogia, ele não estava conseguindo controlar a emoção mesmo...
O mais impressionante é pensar que duas cidades foram tiradas do mapa. Elas simplesmente não existem mais e viraram um monte de cinzas.
Várias campanhas já começaram país afora no intuito de reconstruir a região e uma das redes de supermercados mais importante daqui – Coles - vai doar todo o valor das vendas da próxima sexta-feira para as vítimas do incêndio.
Abaixo um vídeo inacreditavelmente bonito, no meio de todo o caos.
A Austrália está menos colorida desde sábado...
Como muita gente já deve ter visto nos noticiários daí um incêndio catastrófico atingiu o estado de Victoria – onde fica a cidade de Melbourne, destruindo uma área enorme e matando um número considerável de pessoas (até ontem eram 130...).
Os jornais daqui não param de mostrar imagens da região e é bem triste ver tudo em cinzas.
O primeiro-ministro foi dar uma declaração na TV e não conseguia falar. Nunca vi um governante se comover tanto e tão sinceramente com uma situação. Via-se que não se tratava de demagogia, ele não estava conseguindo controlar a emoção mesmo...
O mais impressionante é pensar que duas cidades foram tiradas do mapa. Elas simplesmente não existem mais e viraram um monte de cinzas.
Várias campanhas já começaram país afora no intuito de reconstruir a região e uma das redes de supermercados mais importante daqui – Coles - vai doar todo o valor das vendas da próxima sexta-feira para as vítimas do incêndio.
Abaixo um vídeo inacreditavelmente bonito, no meio de todo o caos.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Mexa-se!
Em homenagem ao mês do carnaval (que por aqui passa despercebido) essa postagem é sobre dança!
Na volta da minha academia passo por um calçadão no meio de um campus de um colégio.
Não é a primeira vez que vejo num canto, perto de uma das janelas de vidro do prédio, uma mulher em pé, sozinha, fazendo uns gestos estranhos...
A primeira vez fiquei olhando o quanto deu, tentando ser discreta e entender o que aquilo significava. Nada...
Ontem, quando estava voltando, lá estava ela de novo.
Comecei andar mais devagar pra poder ver por mais tempo o que estava acontecendo.
De costas pro calçadão, bem perto da parede, ela balançava os braços, as pernas, o tronco.
Bem magrinha, com traços orientais, mais parecia uma minhoca andando na vertical se mexendo daquele jeito.
Depois de observá-la por alguns metros da minha caminhada eu entendi tudo!!!
Ela estava dançando, sem música (talvez um Ipod...), de frente para o vidro.
Na janela do prédio ela via seu reflexo e ia coordenando (ou não!) os passos.
Tá aí, pensei!
Não dá pra ter desculpa mesmo pra não se mexer. Calçadão e janela de vidro tem em todo lugar!
E se você não tem Ipod, leva um daqueles “micro-systens” anos 80, tipo o “moving sound”, que ainda é capaz de fazer amigos!!!
Na volta da minha academia passo por um calçadão no meio de um campus de um colégio.
Não é a primeira vez que vejo num canto, perto de uma das janelas de vidro do prédio, uma mulher em pé, sozinha, fazendo uns gestos estranhos...
A primeira vez fiquei olhando o quanto deu, tentando ser discreta e entender o que aquilo significava. Nada...
Ontem, quando estava voltando, lá estava ela de novo.
Comecei andar mais devagar pra poder ver por mais tempo o que estava acontecendo.
De costas pro calçadão, bem perto da parede, ela balançava os braços, as pernas, o tronco.
Bem magrinha, com traços orientais, mais parecia uma minhoca andando na vertical se mexendo daquele jeito.
Depois de observá-la por alguns metros da minha caminhada eu entendi tudo!!!
Ela estava dançando, sem música (talvez um Ipod...), de frente para o vidro.
Na janela do prédio ela via seu reflexo e ia coordenando (ou não!) os passos.
Tá aí, pensei!
Não dá pra ter desculpa mesmo pra não se mexer. Calçadão e janela de vidro tem em todo lugar!
E se você não tem Ipod, leva um daqueles “micro-systens” anos 80, tipo o “moving sound”, que ainda é capaz de fazer amigos!!!
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